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domingo, 4 de novembro de 2012

[REGIÃO NORDESTE] Gastronomia


Como já vimos na história, o litoral de Pernambuco até o da Bahia, nota-se influencia africana mais forte devido aos resquícios da escravidão durante o ciclo da cana. No Maranhão, a influência portuguesa é ainda mais forte que nos demais estados da região, e o consumo de temperos picantes, muito comum no litoral, é menor. No sertão nordestino, o próprio clima favorece o consumo de carnes, sobretudo a carne-de-sol e os pratos feitos com raízes. A culinária das comemorações juninas também é típica do interior. 

Os Africanos introduziram ingredientes diferentes como leite de coco-da-baía, o azeite de dendê, a pimenta malagueta. Com eles descobrimos o feijão preto, aprendemos a fazer acarajé, vatapá, caruru, mungunzá, angu, pamonha e muito mais. Os portugueses traziam da Europa os ingredientes para fazerem suas comidas. A comida reservada para os escravos era pouca. Mas, com criatividade, faziam comidas gostosas. Enquanto as melhores carnes iam para a mesa dos senhores, os escravos ficavam com as sobras. A culinária africana para a nossa cultura é tão importante que o acarajé virou patrimônio nacional. 

Um site que fala um pouco de pratos de influencia africana é o do MPF voltado para as crianças e nesse site e lá fala do abará, acaçá, acarajé, vatapá, entre outros pratos típicos da Bahia, mas de forma simples e resumida para crianças entenderem. 

Os portugueses trouxeram nos navios frutas, vegetais, verduras e animais. Figo, laranja, limão, melão, agrião, espinafre, chicória, mostarda, coentro, trigo, hortelã, cebolinha, manjericão, alho, alfavaca, gengibre, arroz, cana de açúcar, temperos da índia, bois, vacas, touros, ovelhas, cabras, carneiros, porcos, galinhas, patos, deram possibilidades à ampliação da nossa culinária. 

Os escravos trouxeram da áfrica o quiabo, inhame, erva-doce, gengibre, açafrão, gergelim, amendoim africano, melancia e outras variedades de coco e banana. A banana da terra que era necessária ser cozida antes de consumir era pouco apreciada. A banana vinda da áfrica e consumida in-natura como fruta logo se tornou popular. 

A mandioca e o milho por sua fartura tornaram-se o alimento básico dos escravos. Na necessidade de explorar a pouca variedade de matéria prima, o negro criou do milho o angu, um mingau mais consistente que o pirão. O pirão por sua vez, tal qual o conhecemos foi criado pelo português que usou a técnica de fazer papas e caldos de seus camponeses adicionando a farinha com caldo fervente. 

No tempero, o português deu outra grande contribuição à culinária brasileira. Impôs o gosto pelo sal, quase não utilizado pelos índios e pelos africanos, e ensinou a salgar a carne para preservá-la. Cozinhar bem era “ter boa mão de sal”. Outras especiarias tornaram-se presentes, como o cravo-da-índia, a erva-doce, a canela e o alecrim. 

Os principais ingredientes encontrados no nordeste e que mais influenciam a gastronomia da região são: Azeite de dendê, mandioca, leite de coco, gengibre, milho, graviola, camarão, caranguejo.

[REGIÃO NORDESTE] Turismo

Certamente o Nordeste é um dos primeiros lugares a se pensar quando se fala em turismo brasileiro. Nossos pontos turísticos estão entre os mais visitados do mundo. Atraídos pelas praias, pelo clima tropical, cultura, tradições e (porque não?) por nossas comidas, turistas do mundo vem passar suas férias aqui (e muitas vezes acabam ficando). 

Mal se podem listar os atrativos do Nordeste. Do Pelourinho na Bahia, aos lençóis maranhenses, passando pelo arquipélago de Fernando de Noronha e as dunas de Natal, é impossível que um visitante não se encante com essa região. 

Isso tudo tem feito muitos estados investirem nos últimos anos, na criação de polos turísticos, ecoturismo e infraestrutura para melhor receber quem é de “de fora”. A região já possui uma boa infraestrutura hoteleira, tendo o primeiro hotel da América Latina com classificação seis estrelas, e também gastronômica com 28 dos 239 restaurantes estrelados no Brasil, segundo o “Guia Quatro Rodas”. 

Listamos aqui, quatro conhecidos polos turísticos que vale a pena visitar: 

Arquipélago de Fernando de Noronha: Possui três das quatro praias mais bonitas do Brasil. 

Pra quem se interessa por mergulho a Baía do Sancho é um dos melhores pontos de mergulho livre do país (a visibilidade chega a 50 m - e temperatura média de 27ºC). As mais indicadas para o surf são Cacimbra do padre, Boldró e Conceição. A baía de golfinhos serve de mirante para a observação de golfinhos-rotadores, é um espetáculo belíssimo! Mas antes de entrar na água ainda pode-se fazer passeios de bugue ou caminhonete, e conhecer alguns dos projetos de proteção ambiental feitos ali, como o Projeto Tamar de conservação das tartarugas marinhas. 

Por último, o Duda Rei no Morro do Pico fica na Praia da Conceição, é um dos bares de praia mais badalados de Fernando de Noronha. 

Chapada da Diamantina (BA): Numa paisagem de Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, a chapada reúne cânions, quedas d’água, rios, corredeiras e cavernas. Para essa visita, é necessário contratar um guia, já que muitas das trilhas não têm sinalização. 

Maragogi (AL): Possuindo um belíssimo conjunto de piscinas naturais, as Galés, Maragogi é considerada o tesouro mais precioso da Costa dos Corais. Chega a ser comparada às ilhas caribenhas, graças à cor azul-turquesa da água, pelos turistas. Além das Galés, que já foram bastante exploradas, há outras piscinas naturais, como Taoca e Barreira de Peroba, que são mais preservadas. Não deixe de provar a Tapioca da Martha, indicada como a melhor tapioca de Maragogi pelo Guia 4 rodas. 

Natal (RN): Além de ser uma cidade histórica, Natal composta as mais belas dunas do país. Impossível passar por lá sem se divertir escalando e deslizando por elasou em aerobundas ou esquibundas na Lagoa de Jacumã. Pra quem se interessa por uma área mais deserta, o lugar ideal é perto da Via Costeira em Ponta Negra. Já para os apreciadores de uma noite mais agitada é só ao chegar na altura do Morro do Careca, símbolo mais fotografado da cidade. 

Para comer bem, é só ir a Ponta Negra, onde se encontram os Chef's Delicatessen Bistrô e Dos Mares, e Petrópolis, onde fica o Cascudo Bistrô, ali seguem concentradas as melhores casas.

[REGIÃO NORDESTE] Geografia


O Nordeste brasileiro possui mais de 49 milhões de habitantes, quase 30% da população brasileira, sendo a segunda região mais populosa do país. Dessa, cerca de 60% fica concentrada na faixa litorânea (zona da mata) e nas principais capitais, deixando o sertão nordestino e o interior com os níveis mais baixos de densidade populacional. Essa região abrange cerca de 18% do território brasileiro e possui a maior costa litorânea, com 3338 km de praias. 

Em seu relevo, encontramos dois extensos planaltos: o da Borborema e a bacia do Rio Parnaíba, chapadas: como a Diamantina, na Bahia, e a do Araripe, nas divisas com Ceara, Pernambuco, Piauí e Paraíba. 

O Nordeste possui uma media de temperatura entre 20 e 28 graus, e uma média de precipitação de chuvas de 300 mm (as chuvas ocorrem durante no máximo três meses, causando um enorme período de estiagem e consequentemente provocando a seca) e, possui quatro tipos de clima: Equatorial úmido (presente em uma pequena parte do estado do Maranhão, na divisa com o Piauí), Litorâneo úmido (presente do litoral da Bahia ao litoral do Rio Grande do Norte), Tropical (presente nos estados da Bahia, Ceará, Maranhão e Piauí) e Semiárido (presente em todo o sertão nordestino). 

E, como consequência, essa região possui uma vegetação bastante diversificada: com a Mata Atlântica (Floresta tropical), a Mata dos Cocais (vegetação de transição entre os climas semiárido, equatorial e tropical), o Cerrado (arvores de baixo porte), as Matas ciliares e vegetações litorâneas (mangues, restingas e dunas), e a Caatinga (típica vegetação do sertão). 

Hoje, ela ocupa o terceiro lugar de maior economia nacional e sua participação no Produto Interno Bruto brasileiro foi de 13,5% em 2009, após a Região Sul e à frente da Região Centro-Oeste. A distribuição de renda nessa região melhorou significativamente na década de 2000, mesmo com a crise econômica mundial de 2008-2009.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

[REGIÃO NORDESTE] História do Nordeste



Possuindo a maior quantidade de Estados do Brasil, o Nordeste é constituído por Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco (incluindo o distrito estadual de Fernando de Noronha), Rio Grande do Norte e Sergipe.Comprovadamente habitado pelos homens da pré-história, a confirmação dessa informação vem através dos sítios arqueológicos encontrados na região do Piauí, no Parque Nacional da Serra da Capivara (pinturas rupestres de até 50 mil anos atrás) e Vale dos Dinossauros (inscrições rupestres de até 25 mil anos) na Paraíba, fazendo com que o Nordeste brasileiro deixe sua marca nos estudos da evolução do homem.


Palco do descobrimento do Brasil, por volta de 1500, Porto Seguro, no Estado da Bahia, passaria a ser o principal pólo da colonização e extração das riquezas desse “novo mundo”. Foi nesse período que ocorreram as “batalhas” entre os índios, habitantes nativos, e os senhores de engenho, à procura de riquezas como o pau-brasil e escravos.  A partir daí, através da extração do pau-brasil, deu-se inicio à primeira atividade econômica do país.

A colonização do Nordeste ocorreu no litoral. Os portugueses encontraram um clima favorável ao plantio da cana-de-açúcar, já que no mercado europeu esse produto tinha um alto valor comercial. Toda parte não habitada da região era chamada de deserto ou desertão, que posteriormente chamar-se-ia sertão. 



Com o surgimento dos engenhos de cana-de-açúcar, surgiu a necessidade da importação do gado para o trabalho de tração e consequentemente o crescimento do rebanho. A partir daí começaram a surgir problemas entre os criadores de gado e senhores de engenho, determinando, em 1701, a retirada do rebanho das terras litorâneas, aproximadamente 60 km a partir da quebra do mar, restando assim apenas o sertão. Foi no rastro do gado que o sertão nordestino começaria a ser colonizado.


São muitas as histórias que se falam nesse período de colonização do sertão nordestino. A presença insignificante de escravos africanos, pelo fato de um único homem ser capaz de cuidar de um rebanho, e pelo isolamento em que o sertanejo vivia, os poucos escravos eram tratados como parte da família, sem as torturas vividas pelos escravos dos senhores de engenho. As cidades eram construídas de maneira natural ao redor das fazendas, sempre junto a uma capela, fazendo desde cedo prevalecer à fé e a crença nas casas de orações, acontecendo naturalmente o crescimento das famílias, os primeiros povoados, vilarejos, vilas e cidades.

Nas décadas de 60, 70 e 80, o sertão nordestino passaria por um dos piores momentos de seca e falta de emprego da história da região. Toda esperança e oferta de emprego estava depositada na região sudeste naquele período. Para muitos sertanejos, o sonho virou um pesadelo e a busca por uma qualidade de vida se tornou um desequilíbrio social.

Hoje, a realidade econômica do país mostra um nordeste em constante crescimento econômico, onde a busca da valorização de suas raízes, de sua cultura e de sua força, se tornou orgulho de um povo que marcou o inicio da historia de uma nação.


                              

[REGIÃO NORDESTE] Introdução










A região do Nordeste brasileiro é rica em todos os sentidos. Costumes, culinária e paisagens garantem à região um leque multicultural de se invejar. O Nordeste foi o berço da colonização deste país e, por isso, preserva tradições oriundas desse período, como o preparo de doces que tem como base o açúcar extraído da cana-de-açúcar, amplamente utilizado até os dias de hoje. 








Não é fácil entender o processo de construção da cultura nordestina, no entanto, se há uma ferramenta eficaz nesse aprendizado, esta ferramenta é a gastronomia. O estudo dessa ciência, se assim pudermos defini-la, revela ao estudioso mais do que se possa imaginar. É na análise dos hábitos alimentares de uma população, que se pode entender os costumes e formação da mesma.

O Nordeste do Brasil abrange o maior número de estados por região: são nove ao total. Os estados apresentam gastronomias próprias, mas que se entrelaçam muitas vezes, por terem sido resultado de um processo de desenvolvimento cultural e histórico parecido.

A região mais arretada do país, também conta com diferentes características físicas, que influenciam bastante no que se tem a mesa das famílias nordestinas. Presenteado com um litoral imenso, e um dos mais bonitos, diga-se de passagem, o uso de pescados, nessas áreas, se faz muito presente. Os interioranos, contam mais com a carne vermelha bovina, caprina e ovina, além dos tradicionais queijos coalho e manteiga, da charque, da manteiga de garrafa, entre outros.

Quando ainda era centro financeiro do país, o Nordeste contribuiu demasiadamente para a formação da gastronomia típica brasileira. Como falar de gastronomia brasileira e não se lembrar do acarajé baiano, da galinha a cabidela pernambucana, das frutas que embelezam as praias de Alagoas e da Paraíba, como o caju, dos bolos desenvolvidos pelas senhoras portuguesas, ainda no período colonial, Souza Leão, Pé-de-moleque, Bolo-de-rolo, das delícias de milho feitas no Ceará, como o mugunzá e a canjica, do Açaí, ou melhor, da Juçara tão apreciada no Maranhão, entre outras riquezas culinárias.

O Nordeste brasileiro tem em sua história marcas não tão felizes, como a desigualdade social e a seca castigadora, que contribuem para índices assustadores de desenvolvimento humano: alguns têm muito, outros não têm quase nada. Contudo, esse cenário está se modificando e o Nordeste começa a crescer não só economicamente, mas socialmente também. 






É preciso valorizar de forma mais incisiva a culinária que transborda nesta região, seus estados e suas capitais. Seremos mais capazes de ganhar nosso espaço, quando entendermos o significado da gastronomia em nossas vidas, que é, acima de tudo, uma parte da nossa identidade cultural e histórica. 


Entre comidas e festas típicas como o São João e o Carnaval, o Nordeste carrega consigo e com seu povo uma pluralidade étnica, social, cultural e gastronômica que enche os nordestinos de orgulho e os turistas de encanto. Venha deliciar-se e aprender conosco!