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terça-feira, 6 de novembro de 2012

[CENTRO-OESTE] Introdução

A culinária da região é altamente influenciada pela pecuária, uma das principais atividades econômicas do território, daí a grande preferência da população do Centro-Oeste por carnes bovina, caprina e suína. Os ciclos de imigração também trouxeram a culinária africana, portuguesa, italiana e síria. E a forte presença indígena liderou a preferência regional por raízes. Ao norte do estado, a proximidade com o Pará refletiu diretamente no preparo de alguns pratos, principalmente os que são feitos com carne-de-sol e pequi. O Mato Grosso do Sul, no entanto, sofreu forte influência da culinária latino-americana, sobretudo nos ensopados de peixe. Devido à diversidade da fauna pantaneira, carnes exóticas e peixes típicos da região, como o Pacu, o Pintado e o Dourado também fazem parte do cardápio local. 

Os principais ingredientes da região Centro Oeste são o pequi, a mandioca, a carne seca, a erva-mate e o milho. Já os pratos típicos são o arroz com pequi, picadinho com quiabo, sopa paraguaia, empadão goiano, caldo de piranha, vaca atolada. 

A culinária do Centro-Oeste se diferencia das outras regiões do Brasil pelo aproveitamento dos produtos típicos do Cerrado. Em Goiás o pequi e o palmito guariroba são símbolos da culinária utilizados na galinhada, no arroz com pequi e no empadão goiano. Já no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul são apreciados os peixes de rio e as bananas-da-terra. 

Na formação cultural, essa região recebeu influências culturais de bandeirantes, garimpeiros, brancos, mulatos e negros que deixaram uma herança dos seus hábitos alimentares através de vários pratos. Dos bandeirantes vieram os pratos à base de carne-seca, de carne de porco e de feijão. Os alimentos à base de milho e mandioca consumidos pelos indígenas foram incorporados ao cardápio recriando inúmeras receitas como o angu, curau, a pamonha, e a sopa paraguaia. 

Mas nenhuma influência foi tão revolucionária quanto à criação de Brasília. Do isolamento, a região passou a receber uma invasão de sabores e culturas que contribuiu para uma revolução na área gastronômica. Preparações como a feijoada carioca, o churrasco gaúcho e o frango ao molho pardo conquistaram o gosto popular. A culinária do Centro-Oeste é rica em história e sabores e vale registrar algumas preparações com nomes curiosos como o arroz de puta pobre (à base de sobras de comida) e de rica (frango, linguiça calabresa defumada, carne de sol, costelinha de porco, bacon, ervilha, milho verde, palmito, azeitona e uva passa) presentes na culinária de Goiás. No Mato Grosso e Mato Grosso do Sul existe o furrundum (doce de cidra ou mamão verde com gengibre e rapadura) e a sopa paraguaia que na verdade é um bolo salgado elaborado à base de milho verde, influência da cultura de fronteira.

domingo, 4 de novembro de 2012

[REGIÃO NORTE] Introdução


A região norte atribui um manancial de ingredientes e de cultura popular, o Norte possui na cozinha e no folclore imensa riqueza baseada nos recursos da maior floresta do mundo. 

O Brasil abriga em suas terras, na região Norte do País, um tesouro mundial, essencial para a preservação da vida na terra: A floresta Amazônica. Essa imensa área verde é difícil de ser dimensionada atém mesmo pelo brasileiro. A floresta compreende grande parte do território nacional. Em sua área caberiam sete vezes a França ou 32 países da Europa. A riqueza natural da Amazônia, na porção brasileira, abrange aproximadamente 5 milhões de Km²,sendo 23 mil Km compostos por rios navegáveis que formam verdadeiras “estradas fluviais”, principal meio de transporte da região. O Rio Amazonas, o maior do planeta em vazão de água, está entre eles. A cultura indígena impera no Norte e está presente no folclore e nos ingredientes utilizados nos pratos. Também há uma influência da cultura portuguesa e da africana. 

A culinária Amazonense é a um só tempo marcante e delicada, com requinte nato. Seus ingredientes são peculiares, de gosto surpreendentes, e formam literalmente um manancial de riquezas a serem exploradas. E é cada vez mais importante que essa “exploração’’ se dê de modo consciente e sustentável”. Os produtos da região despertam interesse nos estrelados chefs da cozinha internacional.



terça-feira, 30 de outubro de 2012

[REGIÃO SUDESTE] Introdução




A Região Sudeste é a mais evoluída economicamente do país, é formada pelos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Situa-se na parte mais elevada do Planalto Atlântico, onde estão as serras da Mantiqueira, do Mar e do Espinhaço. Ocupa 10,85% do território brasileiro. Sua paisagem típica apresenta formações de montanhas arredondadas, chamadas "mares de morros", e os "pães de açúcar", que são montanhas de agulhas graníticas. O clima predominante no litoral é o tropical atlântico e nos planaltos, o tropical de altitude, com geadas ocasionais.





Possui uma população de aproximadamente 73.000.000 habitantes, o que corresponde a 42,63% do total do país, também possui a maior densidade demográfica do país. As cidades mais populosas do Brasil estão no Sudeste, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Sua economia é considerada a mais desenvolvida e industrializada do Brasil, nela se concentram mais da metade da produção do país. Possui ainda os maiores rebanhos bovinos, além de significativa produção agrícola, que inclui o cultivo de cana-de-açúcar, laranja e café em lavouras que apresentam bom padrão técnico e alta produtividade. Possui ainda reserva de ferro e manganês na serra do Espinhaço, estado de Minas Gerais, e petróleo em quantidade razoável na bacia de Campos, no estado do Rio de Janeiro.
Na região estão concentradas as maiores montadoras e siderúrgicas do país, a produção industrial é diversificada. São Paulo concentra o maior parque industrial e participa com 36,5% do PIB (referência: 1999). Embora os ramos de calçados e têxtil se mostrem os mais aquecidos.

A diversidade da região estende-se as suas diferentes paisagens, capazes de agradar aos viajantes de todos os gostos. Nela se encontra um litoral recortado, onde em vários pontos a mata chega à borda da areia, e vales e serras que propiciam descanso em meio à natureza e atividades de turismo ecológico. Um território pontuado por cidades de diferentes portes, desde metrópoles modernas até localidades que preservam vestígios do passado.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

[REGIÃO NORDESTE] Introdução










A região do Nordeste brasileiro é rica em todos os sentidos. Costumes, culinária e paisagens garantem à região um leque multicultural de se invejar. O Nordeste foi o berço da colonização deste país e, por isso, preserva tradições oriundas desse período, como o preparo de doces que tem como base o açúcar extraído da cana-de-açúcar, amplamente utilizado até os dias de hoje. 








Não é fácil entender o processo de construção da cultura nordestina, no entanto, se há uma ferramenta eficaz nesse aprendizado, esta ferramenta é a gastronomia. O estudo dessa ciência, se assim pudermos defini-la, revela ao estudioso mais do que se possa imaginar. É na análise dos hábitos alimentares de uma população, que se pode entender os costumes e formação da mesma.

O Nordeste do Brasil abrange o maior número de estados por região: são nove ao total. Os estados apresentam gastronomias próprias, mas que se entrelaçam muitas vezes, por terem sido resultado de um processo de desenvolvimento cultural e histórico parecido.

A região mais arretada do país, também conta com diferentes características físicas, que influenciam bastante no que se tem a mesa das famílias nordestinas. Presenteado com um litoral imenso, e um dos mais bonitos, diga-se de passagem, o uso de pescados, nessas áreas, se faz muito presente. Os interioranos, contam mais com a carne vermelha bovina, caprina e ovina, além dos tradicionais queijos coalho e manteiga, da charque, da manteiga de garrafa, entre outros.

Quando ainda era centro financeiro do país, o Nordeste contribuiu demasiadamente para a formação da gastronomia típica brasileira. Como falar de gastronomia brasileira e não se lembrar do acarajé baiano, da galinha a cabidela pernambucana, das frutas que embelezam as praias de Alagoas e da Paraíba, como o caju, dos bolos desenvolvidos pelas senhoras portuguesas, ainda no período colonial, Souza Leão, Pé-de-moleque, Bolo-de-rolo, das delícias de milho feitas no Ceará, como o mugunzá e a canjica, do Açaí, ou melhor, da Juçara tão apreciada no Maranhão, entre outras riquezas culinárias.

O Nordeste brasileiro tem em sua história marcas não tão felizes, como a desigualdade social e a seca castigadora, que contribuem para índices assustadores de desenvolvimento humano: alguns têm muito, outros não têm quase nada. Contudo, esse cenário está se modificando e o Nordeste começa a crescer não só economicamente, mas socialmente também. 






É preciso valorizar de forma mais incisiva a culinária que transborda nesta região, seus estados e suas capitais. Seremos mais capazes de ganhar nosso espaço, quando entendermos o significado da gastronomia em nossas vidas, que é, acima de tudo, uma parte da nossa identidade cultural e histórica. 


Entre comidas e festas típicas como o São João e o Carnaval, o Nordeste carrega consigo e com seu povo uma pluralidade étnica, social, cultural e gastronômica que enche os nordestinos de orgulho e os turistas de encanto. Venha deliciar-se e aprender conosco!

domingo, 21 de outubro de 2012

[REGIÃO SUL] Introdução



É a menor das regiões brasileiras, com uma área total de 577.214 km², compreende os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, fazendo fronteira com a região sudeste e centro-oeste, além dos países Uruguai, Paraguai e Argentina. Seus 25.789.083 (2000) habitantes são na maioria descendentes de imigrantes europeus, principalmente alemães e italianos, devido à imigração no século XIX, que influenciaram a cultura, os costumes, a economia e a gastronomia onde podemos destacar o arroz carreteiro, o chimarrão e o churrasco (típicos do Rio Grande do Sul). Em Santa Catarina destacam-se os pratos a base de camarão, o marreco com repolho roxo e a bijajica. No Paraná, os pratos mais típicos são arroz com pinhão, barreado e o carneiro no buraco.

As maiores cidades (Habitantes/2000): Curitiba-PR; Porto Alegre-RS; Londrina-PR; Joinville-SC; Caxias do Sul-RS; Florianópolis-SC; Pelotas-RS; Canoas-RS; Maringá-PR; Ponta Grossa-PR; Blumenau-SC;  Foz do Iguaçu-PR; Cascavel-PR; Santa Maria-RS.

O clima na região sul apresenta grandes variações, sendo o responsável pelo registro das temperaturas mais baixas do Brasil no inverno, podendo, em algumas localidades, até nevar em determinadas épocas do ano.

No turismo, as cidades litorâneas possuem uma excelente infra-estrutura (aeroportos, pousadas, hotéis, parques, etc). As praias se destacam pelas belezas naturais, principalmente no litoral catarinense. Há também o turismo histórico-cultural, com cidades de arquitetura do período da colonização italiana e alemã. As principais festasl da Região Sul, que são conhecidas nacionalmente e aquecem o turismo local são: Oktoberfest, Marejada e Festival de Inverno. Essas comemorações revelam a forte influência dos costumes alemães, portugueses e italianos na cultura local.

A economia é bem diversificada e desenvolvida. Destacam-se as indústrias de transformação, automobilística, têxtil, alimentícia, produtos eletrônicos e tecnológicos. Grande parte das cidades da região sul apresenta ótimos índices sociais e de qualidade de vida. É nesta região que se encontram as usina hidrelétrica de Itaipú (no rio Paraná), Machadinho (rio Pelotas) e Itá (no rio Uruguai), que abastecem grande parte do Brasil e até mesmo países vizinhos com sua energia gerada.