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domingo, 11 de novembro de 2012

[REGIÃO NORTE] Pato no Tucupi



Pato no tucupi- é elaborado com tucupi, líquido de cor amarela extraído da raiz da mandioca brava, e com jambu, erva típica da região norte. Pode ser acompanhado por arroz branco ou farinha-d'água de mandioca.

História / Cultura

Típico da culinária paraense, este prato pode homenagear reis e imperadores, amigos íntimos e visitantes ilustres. É nas festas do Círio, porém, que atinge a sua maior importância, quando toda Belém celebra os milagres da Senhora de Nazaré.


Ingredientes:

  • 4 a 5 Kg de pato ou dois patos médios
  • Vinha-d’alhos: suco de cinco limões, cinco cabeças de alho socadas, meio litro de vinagre branco, uma pimenta-de-cheiro, sal a gosto
  • 5 litros de tucupi
  • 3 pimentas-de-cheiro
  • 5 cabeças de alho
  • 6 maços de folhas de jambu
  • Temperos: alfavaca, chicória do Norte e sal a gosto
  • Para o molho de pimenta
  • 17 pimentas-de-cheiro
  • 1 dente de alho
  • Um pouco de tucupi fervente
  • Sal a gosto
  • Acompanhamento
  • Arroz branco
  • Farinha-d’água de mandioca


Preparo: 

Lave os patos em água corrente. Em um recipiente, prepare a vinha-d’alhos, misturando os ingredientes. Junte os patos e deixe-os descansar nos temperos, em geladeira, de um dia para o outro.

Asse os patos em forno médio, regando-os com o líquido da vinha-d’alhos, à medida que forem tomando cor.

Retire-os e, após esfriarem, corte-os em pedaços.

Se preferir, desosse-os e retire a pele.

Em uma panela, ferva o tucupi junto com as pimentas-de-cheiro, as cabeças de alho, a alfavaca, a chicória e o sal.

Retire três litros de tucupi e reserve. Nos dois litros restantes, coloque os pedaços de pato e ferva-os, até ficarem bem macios.

Separe folhas de jambu com os talos mais tenros e lave-as em água corrente.

Escalde-as em água fervente com sal, escorra-as e reserve-as.

Preparo do molho de pimenta

Amasse as pimentas-de-cheiro com sal, o dente de alho socado e um pouco de tucupi fervente, para formar um molho.

Montagem

Em um alguidar de barro, disponha os pedaços de pato e o jambu. Cubra com o tucupi restante, que não foi usado para amaciar os patos. Sirva com molho de pimenta e acompanhe com arroz branco e farinha-d’água de mandioca.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

[REGIÃO NORTE] Turismo




A região Norte tem especial vocação no ecoturismo, por abrigar a maior parte da mais colossal floresta tropical do planeta — a Floresta Amazônica — tendo em seu pacote sua vasta flora, fauna, corredeiras, contatos com indígenas primitivos e trilhas; abrange ainda os maiores rios do mundo, em especial o rio Amazonas, que chega a alcançar cinquenta quilômetros de largura durante o período chuvoso. O turismo, nessa região, não se resume só à área do ecoturismo: o polo industrial de Manaus (Zona Franca de Manaus) também atrai muitas pessoas, pois tem a oferecer comércios de variados tipos mas com preços muito menores do que em outros lugares do país. 


Outro grande “trunfo” do turismo dessa região é a uma festa regional que movimenta toda essa área e tem despertado o interesse a admiração de pessoas de todo o mundo: a festa de Parintins. Se trata de uma festa cultural que tem alguns pontos em comum com o carnaval, mas também apresenta várias diferenças: assim como o carnaval, a festa é realizada em céu aberto e em uma arena própria para o evento (no carnaval, cada estado tem seu local de desfile. Na festa de Parintins, a sede é fixa: o Bumbódromo). O evento acontece no último final de semana do mês de junho. 


Outro ponto forte do turismo é a exploração de locais históricos como os situados em Belém, Boa Vista, Manaus e Rio Branco.

[REGIÃO NORTE] Geografia



A região do Norte é a de maior área do Brasil, com 3.869.637 km², é formada por 7 estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. É Lá que encontramos uns dos ecossistemas mais importantes para o planeta, a Amazônia, além de uma pequena faixa de mangue e pequenos pontos de cerrado e matas galerias. O Amazonas e o Pará, respectivamente, são o maior e segundo maior estado do Brasil. 


Na região predomina o clima equatorial com exceção do norte do Pará, do sul do Amazonas e de Rondônia onde o clima é tropical. A região apresenta temperaturas elevadas o ano todo (médias de 24°C a 26°C). O regime de chuvas na região é bem marcado, havendo um período seco, de junho a novembro, e outro com grande volume de precipitação, Dezembro a Maio. Ocorrendo no inverno, o efeito da friagem dura uma semana ou pouco mais, quando a temperatura chega a descer a 6°C em Vilhena (RO), 12°C em Porto Velho (RO), 13°C Eirunepé(AM) e até 9°C em Rio Branco (AC). A região Norte, a latitude e o relevo explicam a temperatura; a temperatura e os ventos explicam a umidade e o volume dos rios; e o clima e a umidade, somados, são responsáveis pela existência da mais extensa, variada e densa floresta do planeta, ou seja, a Floresta Amazônica ou Hileia. 

A região Norte apresenta a maior bacia hidrográfica do mundo, a bacia amazônica, formada pelo rio Amazonas e seus milhares de afluentes (alguns inclusive não catalogados). Em um de seus afluentes (rio Uamutã) está instalada a Usina Hidrelétrica de Balbina e em outro de seu afluente (rio Jamari) está localizada a usina Hidrelétrica de Samuel, construída na cachoeira de Samuel. Na foz do rio Amazonas encontra-se a ilha de Marajó, a maior ilha de água fluviomarinha do mundo, com aproximadamente 50.000 km², que também abriga o maior rebanho de búfalos do país. Está no guiness book/2005.

[REGIÃO NORTE] História



Os primeiros habitantes da Região Norte, como no resto do Brasil, foram os indígenas, que compartilhavam uma diversificada quantidade de tribos e aldeias, do período pré-colombiano até a chegada dos europeus. 

Em 1616 chegaram os portugueses. Eles construíram fortes militares para defender a região contra a invasão de outros povos. Os portugueses também se interessaram pelas riquezas da Floresta Amazônica. Os missionários vieram para a região à procura de índios para catequizar. Eles reuniam os índios em aldeias chamadas missões. As missões deram origem a várias cidades. 

Os brasileiros de outros estados, principalmente nordestinos, vieram para a Região Norte a fim de trabalhar na extração da borracha. A extração da borracha apresentou-se como atrativo para chegada de vários brasileiros de outros estados buscava trabalhar com essa cultura, os nordestinos representam o maior contingente de emigrantes. Muitas famílias japonesas vieram trabalhar nas colônias agrícolas. Os japoneses iniciaram a plantação da pimenta-do-reino e da juta. Durante as décadas de 60, 70 e 80, os governos militares implantaram um grande plano de integração dessa região com as demais regiões do Brasil, incluindo a construção de várias rodovias, instalação de indústrias e a criação da zona franca de Manaus. 

Com folclore próprio, as grandes atrações são o Festival Folclórico do Boi-Bumbá de Parintins/AM, o Círio de Nazaré, em Belém/PA, o Çairé (com Ç mesmo), em Santarém/PA e as danças típicas, Marujada, Carimbó e Cirandas. Como Samba lelê e outros Na região, existem os teatros mais belos do Brasil e semelhante, que são: Theatro da Paz, localizado em Belém e o Teatro Amazonas, localizado em Manaus e uma mistura da arte barroca, rococó e outras artes além de ser o principal símbolo do áureo da borracha, na época a cidade de Belém e Manaus eram as localidades mais ricas do Brasil. Logo sugiram outras cidades que estão fazendo parte da historia e da cultura desta região, e que hoje tem um valor na origem do amazonas.

[REGIÃO NORTE] Gastronomia

Composta pelos estados de Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Pará, Amapá e Tocantins. A culinária desta região tem influência indígena e se divide em frutos do mar e frutos da terra. O clima da região quente e úmido. A gastronomia da região norte sofrer forte influencia indígena o que pode ser visto nos seus pratos mais típicos. O consumo de peixe é elevado, tornando o prato do nortista mais saudável, devido às propriedades benéficas deste alimento. O consumo de frutas regionais também é um hábito saudável. 


Pratos Típicos

Caldeirada de Peixe

Espécie de ensopado de pescados. Geralmente são usados os peixes Tambaqui, Pirarucu ou Tucunaré, que são cozidos em água e temperados com ervas da região.


Produtos Típicos

Frutas 

Bacuri, cupuaçu, buriti, bacaba, taperebá, açaí, pupunha. 


Mandioca

É o nome pelo qual é conhecida a espécie comestível e mais largamente difundida no Brasil, composto por diversas variedades de raízes comestíveis.

No caso do aipim (a mandioca-doce ou sem veneno), é consumido também somente descascado e cortado em pedaços que são cozidos e depois fritos. Está presente também no preparo de receitas típicas da Amazônia, como o tacacá e o molho tucupi, que é preparado com o caldo resultante da prensagem da massa. Com suas folhas cozidas, prepara-se a maniçoba. 

Tucupi 

É muito presente na mesa dos brasileiros na região amazônica. Pato no tucupi é um prato muito apreciado. O pato é previamente assado e depois de destrinchado é levado a uma fervura leve num molho de tucupi, pimenta de cheiro, cheiro verde, alfavaca e jambu 



Tacacá 

Tacacá é outra especialidade da culinária amazônica, principalmente "cultuado" pelos acreanos, paraenses, amazonenses, amapaenses e rondonienses. Servido numa cuia natural, o tucupi fervente é derramado sobre uma goma feita da farinha de tapioca. Acrescenta-se uma porção generosa das folhas de jambu e camarão seco completa o prato. 



Maniçoba 

A maniçoba, também conhecida como feijoada paraense, é um dos pratos da culinária brasileira, de origem indígena. O seu preparo é feito com as folhas da maniva/mandioca moídas e cozidas, por aproximadamente uma semana (para que se retire da planta o acido cianídrico, que é venenoso), acrescida de carne de porco, carne bovina e outros ingredientes defumados e salgados. É vendida na feira livre, em forma de bolos ou em refeições tipo "prato feito". A maniçoba cachoeirana tem que ter bastante pimenta. Além de ser um prato muito apreciado no Recôncavo, a maniçoba tem histórias e lendas contadas principalmente pelas pessoas mais antigas. 



Jambu 

Jambu, também conhecida como agrião-do-pará é uma erva típica da região norte do Brasil. O jambu é muito utilizado nas culinárias paraense, amazonense, rondoniense e acriana, podendo ser encontrado em iguarias como o tacacá, o pato no tucupi. Pode-se preparar o jambu da mesma maneira que se prepara a couve refogada, cortando-a fininha e refogando-a no azeite com alho e sal a gosto e bacon cortado em cubinhos. 



Receitas:

domingo, 4 de novembro de 2012

[REGIÃO NORTE] Introdução


A região norte atribui um manancial de ingredientes e de cultura popular, o Norte possui na cozinha e no folclore imensa riqueza baseada nos recursos da maior floresta do mundo. 

O Brasil abriga em suas terras, na região Norte do País, um tesouro mundial, essencial para a preservação da vida na terra: A floresta Amazônica. Essa imensa área verde é difícil de ser dimensionada atém mesmo pelo brasileiro. A floresta compreende grande parte do território nacional. Em sua área caberiam sete vezes a França ou 32 países da Europa. A riqueza natural da Amazônia, na porção brasileira, abrange aproximadamente 5 milhões de Km²,sendo 23 mil Km compostos por rios navegáveis que formam verdadeiras “estradas fluviais”, principal meio de transporte da região. O Rio Amazonas, o maior do planeta em vazão de água, está entre eles. A cultura indígena impera no Norte e está presente no folclore e nos ingredientes utilizados nos pratos. Também há uma influência da cultura portuguesa e da africana. 

A culinária Amazonense é a um só tempo marcante e delicada, com requinte nato. Seus ingredientes são peculiares, de gosto surpreendentes, e formam literalmente um manancial de riquezas a serem exploradas. E é cada vez mais importante que essa “exploração’’ se dê de modo consciente e sustentável”. Os produtos da região despertam interesse nos estrelados chefs da cozinha internacional.